WTF com os rolês de Rock and Roll?
Depois de algum tempo voltei a colar nos roles do cenário Underground
do Rock e, não mudou nada de 2015 para cá. Parece que os anos passam e
diferente de outros estilos, o mundo do rock alternativo, ou melhor, eventos de
rock no geral não mudam, quando comparamos com os da galera do Funk, Rap entre
outros.
Muitos eventos, principalmente festivais com bandas
iniciantes começam a pecar pelo valor de ingressos. Não vou citar nome de
produtoras deste tipo de festival, mas nos dias de hoje é muito difícil alguma
pessoa pagar mais de 15 reais para ir em
shows de bandas que elas ainda nem conhecem o som – longe de estar falando mal
tecnicamente das bandas – a galera que curte musica alternativa, rock e outros
estilos querem apreciar bandas que já conhecem ou que já curtem a um bom tempo,
caso não seja sua banda favorita no palco, elas querem curtir o momento, curtir
o rolê.
Bem podemos dizer que: “porra 15 conto é pouco”, mas não é
so a entrada que é caro. Hoje em dia você paga mais de 10 reais numa latinha de
cerveja ou 6 numa garrafa de água, ou seja não dá para consumir em nenhuma casa
de show em SP sem gastar muita grana, ai “fode” o rolê.
Audio Club, Hangar 110, Manifesto entre outras casas, o
custo de consumo é muito alto, até entendo que para muitos o custo de
manutenção da casa seja alto, mas no marketing tem horas que pensamos em ter
maior rotatividade e ganhar em quantidade do que ganhar com valor final e ter
pouco movimento. Se a idéia é de curtir o rolê, tornar um ou outro local como
um “point” de encontro entre amigos para tomar uma breja e escutar uma boa
música é, esses não são os locais adequados, melhor mesmo é colar na augusta
tomar todas e escutar as bandas que tocam nas calçadas da Av. Paulista.
Não vou entrar em mérito e desmérito, mas enquanto os
produtores e donos de casas de shows não pensarem diferente a galera vai
continuar fazendo esquenta nos butecos, carrefour e extra para só entrar nos
eventos quando banda X ou Y for tocar e isso é muito chato, pois as bandas que
entram na abertura, principalmente aquelas que pagam as cotas de ingresso que
ultrapassam os 700 reais, ficam sem ter para quem tocar, tocam para amigos e as
paredes (nesse caso prefiro fazer um churrasco em casa, chamar a galera e tocar
pra eles em um ambiente de amigos).
“Porra Fabricio, mas as bandas curtem ir nesses eventos,
pagam cota para tocar antes de bandas famosas que poderão se divulgar junto
delas” – Aham, escuto isso desde 2010 e a grana que muitos gastaram dava pra
comprar uma casa. Vamos pensar no bom senso, por que pagar 15 reais em um
evento mal elaborado e de músicos desconhecidos se, por 30 posso ver o Dead
Fish, CPM22, Supla, Dance of Days etc.? Pena que os produtores não pensam dessa
forma, afinal muitos eventos são movidos por cotas e vão receber do mesmo
jeito.
Não vou entrar no tema de cotas, mas tive que falar dele,
pois o que sinto falta é dos locais fodas para escutar uma boa musica, conhecer
novos músicos e poder curtir o rolê com os amigos, me lembro do Street Rock,
dos doidos na no Vale do Anhamgabaú, a galera tocando na rua, os bares vendendo
bebidas em preço popular e todos saindo ganhando. Até daria uma dica para os
produtores...
Na Europa, nem em todos os países, mas na maioria, bandas
novas tocam sem pagar cota, a entrada na casa é grauita e eles ganham pelo
consumo. As bandas ganham pela venda de merchant e tem locais onde tem uma “caixinha”,
onde o público pode dar uma forcinha $$ caso gostou do grupo musical, podemos
ter isso no “Brazil zil zil?”.
Quem sabe um dia.
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